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Dossiê de Inclusão
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by Gabi 2 years, 10 months ago

Educação de pessoas com necessidades educacionais específicas
peadsapiranga20091.pbwiki.com/pne
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Unidade 1 - Retrospectiva Histórica da Educação Especial
Experiências com alunos NEE
Na escola onde leciono, temos como filosofia da escola o "Dizer sim às diferenças", o que quer dizer que devemos incluir a todos dentro da escola respeitando suas diferenças e peculiaridades, seja no modo de aprender ou se relacionar com os outros. Dentro da inclusão incutida na filosofia , atendemos também alunos portadores de necessidades educacionais especiais, estes alunos, tem aprendizado diferente, assim como os demais, porém por terem algum tipo de deficiência que dificulta a aprendizagem, exige muito mais do que um aluno, digamos "normal" aos olhos da sociedade.
Em minha prática docente tive experiências com alguns NEE’ físicos e neurológicos:
Menino com deficiência visual;
Alunas surdas;
Menino com autismo e deficiência mental;
Em 2007 desenvolvi projetos em laboratório de aprendizagem, atendendo alunos com dificuldades de aprendizagem. O projeto ocorria em turno inverso, no caso, no turno da manhã, somente com alunos do 1º ao 5º ano. Eram marcados horários, onde atendia os alunos individualmente, justamente porque os professores regentes dos alunos não estarem, digamos, "dando conta" destes alunos, pois como as turmas eram grandes, era difícil atendê-los dentro das suas necessidades individuais de aprendizagem.
O mais fácil era atender os alunos que estavam tendo uma dificuldade transitória. Se o problema era, por exemplo divisão, tinha que focar meu planejamento em jogos práticos que envolvessem a construção do número, seriação, classificação, jogos lógicos, formas geométricas, etc. Aparentemente parece muito bobo, mas se há déficit nesta etapa do conhecimento, é porque alguma coisa lá no princípio dos anos escolares deste aluno estava mal construído. Como era aula individual, essas atividades iniciais iam muito rápido, em uns três meses conseguia entrar no conteúdo diagnosticado pelo professor da turma como sendo a dificuldade daquele aluno. Sempre trabalhava com o conteúdo enfocado brincando, com lego, com palitos com receias que nós fazíamos. Destes alunos com necessidades educacionais especiais, porém transitórias, a aula ocorria tranquilamente, mesmo porque individualmente a concentração desse aluno fluía bem mais do que com os colegas na aula normal, é claro que não podemos dispensar a interação do aluno com o grupo, onde ocorre outras aprendizagens muito significativas, mas bem mais que a divisão, naquele momento a capacidade de atenção era mais importante que o conteúdo em si. Daí, respeitar o tempo e ritmo do aluno na aquisição do conhecimento.
Com "Gabriel", aluno com deficiência auditiva, as coisas foram um pouco mais trabalhoso, pois o aluno era cego de um olho, o outro tinha apenas 25% da visão, eu não tinha conhecimento de braili, e o aluno também não. No começo vivia fazendo cartazes com letras enormes para que ao menos ele pudesse ler. Depois de um tempo passei a dar aula para ele usando como único recurso o computador. Preparava com o auxilio do professor a aula dele em um disquete, aumentava a letra no tamanho 48, e foi onde me surpreendi, pois as atividades eram quase as mesmas do professor e ele dava conta de tudo sem problemas, logo ele não precisou mais frequentar o laboratório pois foi colocado em sua sala de aula um computador. Depois de alguns meses, a escola ficou sabendo que quando um aluno semi cego, usa o computador com a letra 48, quer dizer que já é preciso usar braili, e que o computador pode prejudicar a visão, pois mesmo a letra sendo tão grande, ainda assim há esforço do aluno para lê-la . Tiramos o computador e o professor passou a utilizar lupas e cartazes, visto que não queríamos que ele se prejudicasse mais.
No período da tarde do mesmo ano, atendia o 2º ano, que é basicamente alfabetização. Tinha o aluno "Carlos", que é autista e deficiente mental. Meu planejamento com ele era diferenciado. Desenvolvi um projeto sobre o seu corpo, o eu, a família. A partir de então, tirava as palavras que queria trabalhar .Realizei alguns testes para saber em que etapa da alfabetização ele se encontrava, pedia para escrever palavras, conforme eu as ditasse dentro do contexto que estava trabalhando, identificar as letras do alfabeto, organizá-las na sequencia correta ou de acordo com a imagem; trabalhei com power point interativos mostrando letras e sons e exemplos representados por fotos de sua família, jogos, material concreto... Enfim de tudo eu inventava para de alguma forma conseguir com que ele se alfabetizasse. Era inútil. O menino tinha a escrita pré-silábica, misturando letras, números e símbolos (na época com 9 anos), não conseguia se concentrar em uma mesma atividade por mais de 5 minutos, mesmo explicando os jogos, ele não conseguia jogar. Seus desenhos ainda eram garatujas, mal conseguia fechar um círculo, e o pintar eram rabiscos muito fracos descoordenados, enquanto o traçado das letras e números eram firmes, marcavam as folhas do caderno. Tive sucesso em poucas atividades, mas essas eram mais ligadas à matemática como por exemplo jogo simples de boliche, e somente com 5 pinos, ele conseguia contar e separar quais tinham caído e quais haviam ficado ficaram em pé. Por mais leituras que fizesse não conseguia achar caminhos para chegar até ele. Para piorar a situação, por muitas vezes tive que contê-lo com tesouras, segurá-lo para que não batesse em algum colegas, e quase sempre as brigas eram sem motivo, ele olhava para um dos colegas e já começava a bater, ele "surtava". O ano acabou e no outro ano com outra professora ele não obteve sucessos, acabou sendo encaminhado pela orientadora educacional para a APPAE. Mas achamos importante ele continuar em contato com a turma, pois a interação com outro socializa a criança. Ele frequenta a escola uma vez por semana nas aulas de Educação física e Informática, que são as áreas que mesmo com sua dificuldade consegue se ater as atividades.
Já a experiência com as meninas surdas foi em 2006, quando lecionava língua portuguesa para 6ª, 7ª e 8ª séries, mas era tranquilo, na verdade meu contato com ela era restrito, pois como a linguagem do surdo por lei é LIBRAS, as alunas tinham interprete na sala de aula, vez ou outra assistiam minhas aulas, quase sempre em projetos interdisciplinares, pois a própria interprete dava a aula de língua portuguesa, eu apenas auxiliava com o planejamento, para que elas acompanhassem a turma, muitos dos conteúdos de português não tinham sentido para elas, já que não escutam a própria fala, é difícil a utilização na escrita de verbos de ligação, artigos, adjetivos, até mesmo a conjugação de verbos, uma vez que os sinais identificam a situação, nomeiam substantivos simples. A maioria dos textos era da seguinte forma.
Claro que a escrita delas eram muito mais maduras que o texto do exemplo.
No restante das disciplinas dispostas na série e com professores diferentes a interprete sentava-se perto das meninas e fazia toda linguagem de sinais interpretando o que a professora estava falando.
Unidade 2 - Políticas Públicas Brasileiras em Educação Especial e o Projeto Político - Pedagógico da Educação Inclusiva
Analisei os dados da Escola Municipal de Ensino Fundamental Anita Garibaldi, do município de Igrejinha. Lá, atuo, a partir deste ano, como vice-diretora, sendo que nos anos anteriores, lecionei nesta mesma instituição com língua portuguesa, projeto de hora do conto, laboratório de informática, laboratório de aprendizagem (reforço) e 1º ano (alfabetização).
A equipe diretiva é formada com diretor, vice-diretor, coordenador pedagógico e orientador educacional. O quadro de professores é composto por 26 educadores destinados ao currículo, área de conhecimento, EJA, alunos com NEE, turmas do reforço e oficinas do "Projeto de turno integral", e bibliotecárias responsáveis também pelo projeto de "Hora do conto".
A escola atende do 1º ao 9º ano, a demanda de 291 alunos, sendo que 14 destes são diagnosticados por profissional médico como portadores de necessidades especiais específicas. Para cada caso é montada uma ACI (adaptação curricular individual). Os alunos estão distribuídos nos seguintes anos:
Ano
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Quantidade de turmas
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Quantidade de alunos por turma
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Quantidade de alunos com NEE
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1º ano
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1 turma
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12 alunos
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1 aluno NEE com sérias dificuldades na fala
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2º ano
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2 turmas
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121 – 25 alunos
122 – 26 alunos
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1 aluna é surda, 1 aluna tem deficiência mental leve;
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3º ano
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1 turma
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27 alunos
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1 deficiência mental leve, 1 com déficit de atenção grave;
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4º ano
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1 turma
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30 alunos
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1 aluno com traços de autismo e deficiência mental moderada, frequenta a APAE e 1 dia da semana comparece à escola nas aulas de Ed.física e Informática;
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5º ano
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2 turmas
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151 – 16 alunos
152 – 17 alunos
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1 aluno cadeirante com deficiências múltiplas e mental
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6º ano
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2 turmas
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161 – 23 alunos
162 – 23 alunos
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1 aluna surda; 2 alunos diléxicos, 1 aluno cego
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7º ano
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2 turmas
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171 – 26 alunos
172 – 26 alunos
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1 alunos psicóticos
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8º ano
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1 turma
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28 - alunos
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1 aluno com problemas psicológicos
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9º ano
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1 turma
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12 alunos
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1 aluna surda
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9 anos
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13 turmas
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291 alunos
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14
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Em minha escola já trabalhamos com o projeto "Escola de turno integral" há alguns anos, no entanto este ano mudamos a proposta do mesmo. Antes ele estava para aquelas crianças com risco social, somente algumas crianças frequentavam. No projeto, era oferecido almoço e atividades didáticas em período inverso ao que o aluno estava estudando, porém, o objetivo com o passar dos anos foi se perdendo. Muitos pais reclamaram, porque nem todas as crianças podiam participar. Outro impecílio para que continuasse, era o oferecimento de almoço e funcionários disponíveis para ficar este tempo com os alunos. Nossa merenda é tercerizada, com o almoço a qualidade da comida não era muito boa, pois não havia variedade de alimentos para a criança ingerir em um dia de aula, ou seja, se ela comia no recreio da manhã feijão com arroz, ao meio dia e a tarde iria comer a mesma coisa, além disso apenas uma professora ficava responsável por quase 60 alunos durante o meio dia, sobrecarregando a mesma.
Mudamos a proposta do projeto com o intuito de atender alunos com dificuldades de aprendizagem e conforme a LEI N.º 9394/96, capítulo V, artigo 58, par.2., ou seja, aqueles alunos com necessidades educacionais específicas temporárias. Um professor atende os alunos do currículo com turmas pequenas surgidas a partir da indicação do regente da turma. As turmas são montadas a partir da dificuldade de cada aluno, alfabetização, escrita, leitura, cálculo, enfim, juntamos os alunos com o mesmo "problema".
Para os alunos da área, a SME nos disponibilizou dois professores, um de matemática e outro de língua portuguesa. Além de frequentar o reforço, todos estes alunos participam de oficinas como robótica, dança e informática, os demais alunos da escola também podem se inscrever para participar dessas oficinas. Com a nova proposta do projeto atendemos quase que 100% da escola no turno integral.
Às alunas surdas disponibilizamos de uma professora interprete conforme a LEI N.º 9394/96, capítulo V, artigo 58, par.1, que faz a tradução das aulas para que elas possam acompanhar as disciplinas juntamente com os demais alunos, a interprete também ensina LIBRAS e língua portuguesa.
Ao aluno cadeirante, há uma professora para auxiliá-lo com o transporte, trocar as fraldas ( se necessário)e confeccionar material para adaptá-lo às aulas. Esta professora fica com ele em tempo integral. A ACI montada para esse aluno visa a socialização e algumas aprendizagens fundamentais como o conhecimento das letras, números e a alfabetização em si. O aluno frequenta a APAE em turno inverso e a escola regularmente como prevê a lei, no entanto suas necessidades são tantas que nem sempre conseguimos dar conta dos objetivos propostos.
Para os alunos NEEs físicos e mentais, o município disponibiliza o atendimento no CAE (Centro de atendimento educacional), conforme a LEI N.º 9394/96, capítulo V, artigo 58, par.2. Lá há uma equipe com fonoaodióloga, psicopedagogas e psicólogas. O CAE está principalmente para os alunos com déficit de aprendizagem geradas a partir de alguma intervenção da própria vida, como problemas com a família, ou problemas mentais leves como alunos psicóticos ou com deficiência mental, dislalia, dislexia, hiperativos, ou de natureza não identificada e quando o professor regente já fez de tudo para que houvesse aprendizagem. Aos alunos que apresentam além de necessidades educacionais específicas mentais, também físicas, contamos com o apoio da APAE.
Há nas escolas de toda rede municipal muitos alunos com NEE, cada escola em particular resolve suas peculiaridades para suprir o atendimento destes alunos na medida do possível. Percebo grande entusiasmo e sobretudo preocupação por parte da Rede municipal de Igrejinha em relação ao assunto, é visto de forma muito séria. Para isto, há muitos anos aos professores são oferecidos palestras, cursos e qualificações para trabalhar com estes alunos em sala de aula, durante jornadas oferecidas pela SME e reuniões pedagógicas disponibilizadas em turno noturno para estudos relacionados ao tema.
Unidade 3 - Serviços de Atendimento Educacional Especializado
Em meu município o atendimento com alunos portadores de necessidades especiais físicas e mentais se dá através da APAE, e encaminhados ao CAE (Centro de atendimento educacional), conforme a necessidade individual de cada aluno. O CAE é totalmente voltado para a questão da aprendizagem em si, na verdade ele está para resolver algum conflito interno da criança que impede no bom seguimento da aprendizagem, isto significa que nem sempre um aluno NEE terá este acompanhamento, por exemplo, se o aluno tiver retardamento mental diagnosticado, não será um caso de CAE, será um caso de adaptação curricular, ACI, pois há de se respeitar o tempo dessa criança em relação a sua problemática, afinal cada caso é um caso. Este serviço é efetuado por profissionais como psicólogos, pedagogos e psicopedagogos. Este centro atende em média 150 crianças por semana/mês. Para serem encaminhados ao serviço, há toda uma burocracia que cada caso sofre. A professora regente precisa ter vários instrumentos para comprovar que o aluno necessita de fato deste atendimento:
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Entrevistas com os cuidadores da criança;
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Investigação de causas prováveis relacionadas ao caso (doença, abuso, violência etc.);
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Analise e aprovação do encaminhamento pela SME e CAE.
Muitos professores queixam-se da lista de espera, acredito que por serem poucos profissionais neste centro e pouca disponibilidade de horários, a vaga é muito relativa, pois para que surja uma vaga é preciso que algum aluno que esteja lá tenha o "tratamento" sanado, resolvido e este processo demora demais.
Na APAE , os NEE contam com aulas de fisioterapia, natação, informática, professores para alfabetizar, entre outras coisas que auxiliaram na necessidade peculiar de cada aluno.
Estudo do caso:
Gostaria de falar de um aluno que tem deficiências múltiplas. É cadeirante, muitos espasmos, não consegue falar corretamente, pouco verbaliza, frequenta a APAE paralelamente com a escola (em turno inverso). Possui ACI, pois apresenta um quadro de retardo mental (aproximadamente 2 anos).
O aluno está com 13 anos. Está incluso em sala de aula, porém precisa de uma professora só para ele, pois além de fazer uso da cadeira de rodas para se locomover, também usa fraldas. A professora segue a ACI os conteúdos que as professoras trabalham, porém de maneira muito mais simples e concreta. Não possui cadernos, pois ao segurar um lápis é possível que quebre tamanha a sua força ao segurar objetos, ou mesmo se machucar, pois como tem espasmos involuntários, já aconteceu de se ferir com objetos, sem querer. O material para sua aprendizagem é bem variado: Ficha com palavras, placa emborrachada com alfabeto em E.V.A., filmes informativos, brinquedos, cubos para contagem, dados numerados, enfim, a maioria das aulas são fotografadas ou filmadas, este também é o recurso que se tem para avaliá-lo. É um menino muito querido, colorado fanático, tira sarro dos professores quando seu time vence, se ele sabe que o professor é gremista, sinaliza com as mãos gestos de "bem feito", esfregando um dedo no outro, ou aponta o número de gols que o Inter. fez... É engraçado. Por gostar muito de futebol, sua professora sempre vai por este caminho para conseguir ensinar-lhe, mesmo assim, é muito difícil obter resultados concretos.
Unidade 4,5 e 6 - Atividades referentes ao estudo de caso:

DADOS DE IDENTIFICAÇÃO:
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Nome (fictício):
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Juca
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Idade:
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13 anos
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Série/ ano:
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5º ano do ensino fundamental de 9 anos. Está na escola desde o 3º ano.
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Aspectos físicos:
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Tem paralisia nas pernas, movimentos involuntários nos membros superiores, dificuldade para comandar os movimentos, sua coordenação motora é muito restrita. Tem diagnóstico de retardo mental de dois anos. A fala também é muito restrita, "balbucia" alguns nomes de seu cotidiano, mãe, pai, sim, não, "Ani" (nome da professora que o acompanha) palavras pequenas, é muito difícil ouvi-lo falando frases, mas com muito esforço certa vez disse: "Letícia namorada"( Letícia é uma coleguinha da escola, ele tem paixão por ela, fica todo feliz ao vê-la).
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Situação dos pais:
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A mãe sobrevive da pensão que o filho recebe por ter deficiências múltiplas, é separada do pai do menino, que também contribui com pensão. Tem 27 anos e atualmente tem um parceiro de 19 anos. Está grávida.
Percebo que a mãe está sempre em função de Juca, leva-o a APAE e à escola, tem preocupação em leva-lo ao médico e atender suas necessidades. Quanto a higiene, o menino usa fraldas de boa qualidade, as roupas estão sempre limpas. Demonstra ser muito carinhosa e dedicada ao filho.
Quanto ao pai, mora em um município próximo e busca o menino nos dias que lhe foi determinado. A mãe fala que o menino adora ir à casa do pai. Relata que o pai nunca deixou faltar nada e está sempre ajudando como pode. Leva o menino à praia no verão e em lugares de passeio, presenteia o menino com coisas que ele gosta como acessorios de seu time preferido (Inter). O pai nunca foi à escola saber de sua aprendizagem, não o conhecemos pessoalmente. Ao falar do pai o menino fica muito feliz. A forma como ele representa a felicidade é a agitação, como os movimentos são involuntários, é engraçado, pois ao agitar-se ele golpeia quem está por perto, e sorri de forma contagiante. É notável sua alegria de viver.
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Doença:
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A mãe informou que a gestação foi tranqüila, porém ela teve hepatite durante o período gestacional e também contato com uma pessoa que estava com rubéola. O diagnostico que temos na escola na pasta do aluno comprovam que as múltiplas deficiências do menino vem da má formação fetal decorrente de rubéola e hepatite. Quando Juca nasceu, ela disse que ele era um bebe normal, no entanto só reparou que havia alguma coisa de estranho com suas pernas a partir dos 8 meses, pois o menino não fazia o que os demais bebes faziam, como engatinhar, sentar-se sozinho... Procurou médicos para investigar melhor, pensava que mais cedo ou mais tarde iria acabar aprendendo esses movimentos. Com o tempo a situação foi se agravando. Ela disse que desde os dois anos Juca frequenta a APAE.
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Relacionamentos: com professores/as, funcionários, colegas, outros;
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Juca tem um bom relacionamento com todos na escola. No início quando começou lá, a maioria dos colegas e professores o tratavam como se fosse um bebê, até a fala com ele era como se o menino não entendesse nada. Hoje depois de vários trabalhos realizados com a turma, principalmente referente a idade dele, sua condição de vida, sua aprendizagem e outras coisas, os colegas o tratam como qualquer outra criança, é evidente que eles lhe dêem mais atenção, afinal, ele requer cuidados especiais, mas agora ao menos, as brincadeiras, participação de trabalho em grupo, a fala direcionada ao Juca está respeitando a idade dele, ele mesmo não gostava de ser tratado assim. Embora saibamos que ele adora ter a atenção. Quando um professor ou outro funcionário, ou até mesmo aluno de outra turma, passam por ele e fazem brincadeiras referente ao seu time, ou cumprimenta ele todos os dias... ele faz o mesmo, mas quem não fala com ele frenquentemente, ele não dá bola, ignora também.
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Questões de aprendizagem;
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Quanto a aprendizagem em si , sabemos que poucas palavras em geral aquelas que lhe são familiares como os nomes de seus pais, professores, alguns colegas, dispostos em placas de papel ele identifica, mas não consegue ler de fato. Por exemplo se for colocado uma placo com o nome ANI (nome de sua professora), ele reconhece e lê, mas se for colocado a sua frente uma outra palavra com a letra inicial "A" de Ani, como ARROZ, AMOR, ALEGRIA, AMIZADE, ele não consegue nem dizer o começo da palavra, não faz relação de som e letra (grafia), portanto, penso que é memorização. Consegue ler o alfabeto e identificar as letras mesmo fora de ordem, mas não as identifica unidas em palavras, talvez pelo fato de sua fala também ser tão restrita. Já na matemática demonstra maior facilidade, se pedirmos para tirar três bolinhas de uma lata, ele as retira e diz quantas sobraram lá dentro, da mesma forma se colocarmos três a mais ele consegue dizer quantas ficaram ao todo, porém como ainda é complexo para ele entender dezena, não consegue passar de cálculos e subtrações com resultados inferiores a 10.
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Movimentos para a inclusão da escola (avaliação, acessibilidade, adaptações curriculares, serviços de apoio);
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Quanto a aprendizagem, como falado anteriormente o aluno precisa de muitos recursos diferentes que possam auxiliá-lo em sua aprendizagem. Ainda que participe das aulas com os demais colegas, foi montado uma ACI (adaptação Curricular Individual), com base no plano de estudos do 1º, 2º, 3º,4º e agora do 5º ano, com os conhecimentos básicos, foi realizado uma análise com a coordenadora pedagógica e com os professores atuais e dos anos anteriores dos conteúdos que possivelmente o aluno daria conta. É evidente que ele precisa de mais tempo que os demais colegas, sua avaliação é feita através de pareceres descritivos, sem notas, e as comprovações da aprendizagem se dão através de fotos e vídeos, gravados em CDs, está tudo em um portifólio, que é arquivo permanente da escola e reproduzido cópias para o acompanhamento dos pais.
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Movimentos para a inclusão do aluno;
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A escola tem rampas por todos os lados, por questões financeiras não temos um banheiro adaptado para comportar alunos cadeirantes, no entanto, Juca não consegue levantar-se sozinho da cadeira, por isso utiliza fraldas, o que pudemos fazer foi dispor um tanque dentro de sua sala de aula com algumas cortinas em volta para que sua intimidade fosse preservada. O município disponibilizou uma professora (só para ele) que o acompanha em toso os momentos na escola, é ela quem realiza a maioria das atividades referentes à sua aprendizagem.
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Envolvimento da família no processo de inclusão escolar.
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A família, em especial a avó materna e a mãe, sempre se mostraram muito preocupadas com o conforto do menino na escola, sempre apoiaram a escola no que fosse preciso, desde ir junto em passeios de estudos, quanto a contribuir com informações para que a escola pudesse dar conta de suas necessidades.
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1) Mostrando as letras; 2) Mostrando imagens no computador; 3) Brincando com os colegas
"Toda inclusão depende, primordialmente, do olhar de cada um. Incluir significa promover e reconhecer o potencial inerente a todo ser humano em sua maior expressão: a diferença. Todo e qualquer empreendimento que visa à Inclusão só terá bons resultados quando o diferente for aceito como parte integrante e indissolúvel do ser humano."
(Rosicler Netto)
Unidade 7 - Práticas pedagógicas em educação inclusiva
Anexos:
Parecer descritivo do 1º trimestre entregue aos pais:
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Parecer Descritivo
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1ºTrimestre
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O Juca demonstra ser uma criança muito amável através de suas atitudes e no seu jeito meigo de ser. Cativa todos com seu entusiasmo, alegria e esperteza. Mostra-se muito perceptivo tanto na área sentimental quanto na cognitiva. Possui facilidade em distinguir o que gosta, o que quer e quando algo o satisfaz ou não. É uma criança muito inteligente, memoriza com facilidade os jogos, as músicas, as brincadeiras e as pessoas do seu time.
Seu maior orgulho é seu time do coração. Mostra-se feliz quando o chamam para conversar, brincar e principalmente se o assunto for o INTER.
Participa com euforia das aulas de informática. Lá ouvimos histórias, pintamos, jogamos memória e outros.
Nossa participação nas aulas com sua turma é seletiva, participamos dos trabalhos em que o Juca consegue participar (interagir) com a atividade sugerida. Nos outros momentos realizamos atividades diferenciadas como jogos, leitura, música, hora do conto, sessão de desenho e outros. Participamos também de um teatro de mímica ao qual ele representou o professor e ficou muito feliz e orgulhoso pela sua participação.
Iniciamos também com as aulas de música, onde ele participa com gestos e gesticula querendo cantar com a professora. Adora as músicas onde falam de animais e meios de transporte.
Outra atividade que ele gosta muito é a sessão de desenhos, onde se diverte com as cenas em que possuem bastante movimento e alegria.
Balbucia algumas palavras como: mãe, pai, água, suco, inter. entre outros. Reconhece todos os funcionários da escola, onde alguns chama pelo nome.
Participamos também da hora do conto realizado na biblioteca pela professora Loiva e sua ajudante Emily. Ele adora, pois tem muita ação e novidades.
O Juca também realiza atividades com números, jogando trilha, memória e contagem de objetos.
Ele gosta muito de imitar o som dos animais e de fazer animais ou objetos com massa de modelar, mas sempre com o auxílio da professora.
Identifica sua família nas fotos e fica alegre quando a professora pergunta a ele quem está na foto, e ele logo reconhece.
Repete as palavras e/ou sílabas na hora da leitura. Outro momento de entusiasmo do Juca é quando usamos a caixa das sensações, onde ele identifica alguns objetos e texturas.
Possui uma alimentação adequada e adora suco, e quando não tem, logo pede para a merendeira.
Amado Juca!
É maravilhoso dividir contigo esses bons momentos em que passamos juntos. Aprender contigo está sendo muito bom.
Beijão de quem te adora.
Ass. Professor:
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Escola Municipal de Ensino Fundamental Anita Garibaldi
Adequação Curricular Individual
Dados de Identificação
Nome do aluno: Juca
Idade: 13 anos
Série: 5° ano
Área de conhecimento: Anos Iniciais
Ano: 2009
Professor(a): Ani
Coordenadora Pedagógica: Cassi
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Serviço especializado utilizado pelo aluno:
Fisioterapia, fonoaudiologia e classe de aceleração na APAE, sendo este último serviço requisito imposto pela instituição para que o aluno requentasse a classe regular aqui na escola. |
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Aspectos relevantes sobre sua trajetória escolar:
O aluno em questão apresentou com 11 dias de vida um quadro de hepatite e rubéola, permanecendo internado por 30 dias. Não possui histórico de convulsão. Apresenta um quadro de deficiência múltipla(mental e motora) e faz uso de cadeira adaptada visando controle de tronco e membros. Iniciou sua vida escolar na E.E.B. de Muquém em Florianópolis-SC na 1ª série 2ª etapa/1° ano em 2006 obtendo aprovação. Mudou-se com sua família para Igrejinha-RS, vindo estudar aqui nesta escola no seguinte ano na 2ª série/3° ano sendo aprovado. Em 2008 frequentou a 3ª série/4° ano obtendo aprovação para cursar a 4ª série/5° ano em 2009. |
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Características relevantes do aluno:
Alegre, amigo, observador, sensível, amável, inteligente. |
Habilidades e competências do aluno:
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1º Trimestre:
Reconhece sons (animais, meios de transporte); identifica símbolos; reconhece personagens de desenhos; reconhece seu nome; relaciona algumas palavras ao desenho. |
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2º Trimestre:
Reconhece sons (animais, meios de transporte, vozes); identifica símbolos; identifica figura/palavra; reconhece personagens de desenhos; reconhece seu nome e de pessoas próximas; relaciona algumas palavras ao desenho; reconhece texturas, formas, cheiros e cores. |
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3º Trimestre:
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Obs: A ACI é acrescentada conforme as habilidades alcançadas do último semestre, portanto como não sabemos quais os resultados serão alcançados pelo aluno no 2º trimestre sua adaptação curricular para o ano de 2009 não está concluída.
Avaliação final do Estudo de caso:
texto:http://www.pead.faced.ufrgs.br/sites/publico/eixo6/necessidades_especiais/avaliacaoescolar.pdf
Lendo atentamente o texto: AVALIAÇÃO E INCLUSÃO ESCOLAR: DESAFIOS, CONFLITOS E POSSIBILIDADES de Ana Carolina Christofari1,creio não haver nenhuma incoerência com o meu caso. Pois minha escola tem se importado, e muito de obter estratégias para atender adequadamente meu aluno e dar suporte para que o mesmo se sinta incluso no ambiente escolar assim como os demais alunos. Não medimos esforços para que o aluno consiga desenvolver-se enquanto cidadão inserido no mundo. É evidente que no caso do Juca, é bem mais uma questão de desenvolvimento social e afetivo do que de aprendizagem em si, pois sabemos que ele tem um tempo mais lento que os demais alunos e respeitamos isso nele. Hà um trecho do texto que diz:
"Falar de avaliação e inclusão possibilita romper com a visão simplificadora do ato pedagógico e reconhecer o outro como um indivíduo imerso em uma diversidade que está imbricada nas diferentes culturas que nos constituem e das quais somos partes construtoras. A diversidade é condição humana, é natural a todas as espécies, é condição sine qua non para que possamos nos desenvolver, nos aprimorar e nos modificar constantemente. Nesse sentido, é importante olharmos para os sujeitos relacionando-os com o ambiente sócio cultural do qual participam. O desenvolvimento humano não está no organismo nem no ambiente exterior, mas na relação entre ambos. Ainda que a escola não seja o único lugar possível e necessário de desconstrução de uma visão homogeneizadora acerca da constituição dos sujeitos, é fundamental que ela se mobilize em discutir alternativas de legitimação do outro garantindo uma educação em sintonia com os princípios orientadores de uma escola para todos. A escola é um lugar onde uma rede complexa de significados e comportamentos são compartilhados na convivência entre todos. Parece-me que o nosso grande desafio é aprender a (con)viver com o outro deixando o medo do desconhecido de lado, para apostar na convivência com o imprevisível."
Acho que esse trecho diz tudo, ao que diz respeito ao menino e aos demais alunos de qualquer escola, porque não há diferença para a diferença, ou seja, em uma escola, todos os alunos devem ser respeitados conforme o seu tempo, seu modo de pensar, sua personalidade e suas necessidades, e penso que isso não valha somente para os que são portadores de necessidades educacionais especiais, cada criança é diferente uma da outra e aprende conforme suas necessidades e a diversidade apresentada num determinado contexto escolar.
A atividade de estudar o caso de um aluno portador de NEE, foi maravilhosa, sobretudo humana, pois é preciso muito estudo para planejar para os mesmos, isso traz conhecimento ao professor facilitando a relação entre discente e docente. Em termos emocionais ao pesquisar sobre a história de vida do aluno, acabei por me envolver muito, senti muita vontade de Ter esse menino para mim, de abraçar a causa com unhas e dentes, de tentar ensinar-lhe, de ajudar de qualquer forma, é um sentimento que as vezes dói, pois sua condição física talvez o impeça, lhe de limitações, e isso com certeza é algo muito aguniante, porém, ele é um menino adorável que tem uma força de vontade que pode surpreender qualquer um de nós.
Dossiê de Inclusão
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Comments (10)
Maria del Carmen Cabrera Martins said
at 9:58 pm on Apr 8, 2009
ola
Maria del Carmen Cabrera Martins said
at 10:23 pm on Apr 8, 2009
Gabriela, muito bom o teu relato, com certeza o menino com DV deve de aprender usar o braille, e vocês tambem se or possivel e tambem tem o dosvox, que é um programa gratuito para o computador, ja que ele esta habituado a usar esta ferramente, é ótimo auxilio.O menino autista, tentaste ver o que ele gostava de fazer?, tive um aluno autista que consegui alfabetiza-lo com folders de lojas que ele gostava de levar em todas as aulas (conversamos sobre isso quando quiseres).O núcleo NIEE da Ufrgs, desenvolveu um teclado para escrita de surdos.
Abraços
Maria del Carmen
Maria del Carmen Cabrera Martins said
at 9:24 pm on Apr 20, 2009
Olá, Gabriela, texto coerente, bem escrito. Uma sugestão , acho que deves de colocar as atividades começando pela numero um, depois logo abaixo a dosi, sucessivamente, fica melhor para ler, para acompanhar.
Abraços
Maria del Carmen
liliana said
at 9:27 pm on Apr 23, 2009
Oi Gabi
o caso de autismo que relatas é muito similar a alguns que conheço, pena que não tenhas conseguido mais avanços. Uma prática que pode funcionar é o uso do computador com crianças com autismo...a carmen e eu temos uma longa experiência nisso...se quiseres podes por exemplo consultar minha tese de doutorado que está disponível na biblio da ufrgs.
O que a Carmen te coloca sobre procurar os gostos e preferencias é correto. Se este aluno gostava de numeros poderiam se usar numeros para iniciar a alfabetizacao de letras, por acaso sabes o que ele faz na informática? seria interessante tentar fazer um trabalho com ele..mas claro uma vez por semana é muito pouco.
abraços
lili
Gabi said
at 10:16 pm on May 5, 2009
Oi Professora e tutoras!
Realisei a atividade 3 e reorganizei meu pbworks de modo que ficasse no segmento correto das atividades.
Qualquer coisa me falem
Abraços
Gabriela
liliana said
at 9:20 pm on May 12, 2009
Oi Gabi
ficou muito bom..qual será teu estudo de caso?
lili
Maria del Carmen Cabrera Martins said
at 8:49 pm on May 30, 2009
Oi, Gabi, no teu estudo de caso relatastes sobre o menino que deficiências multiplas e depois , continuação fizestes o relato de outro menino, esta muito bom este relato. Mas gostaria que identificasse qual dos dois vai ser o teu estudo de caso. Acho que debe de ter de confundido, com a unidade 4. O estudo de caso consiste em escolher um sujeito e continuar com ele ate o fim, não é para descrever um diferente em casa unidade. Se tiveres dúvidas, entra em contato, estou todos os dias on line no msn, as segundas depois das 22h,tenho aula, e as quintas após as 21h,os demais dias, sempre após as 19h.
Abraços
Maria del Carmen
Gabi said
at 4:04 pm on May 31, 2009
É o mesmo menino, só errei a idade dele, é 13 anos mesmo...ainda estou vendo fotos do menino e investigando mais sobre sua doença e sobre o relacionamento com os pais, logo postarei, tentei arrumar a página, a idade que coloquei 12 na primeira postagem, mas não consegui porque minha net não tá cooperando, em breve arrumo.
Gabi said
at 10:36 pm on May 31, 2009
Já reorganizei a página e acrescentei mais algumas coisas
Abraços
liliana said
at 9:56 pm on Jun 24, 2009
Oi Gabi
esta otima tua organizacao. Fiquei pensando que poderias apresentar um exemplo da ACI (adaptação Curricular Individual) para complementar teu trabalho
parabens continue assim
liliana
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